sexta-feira, 2 de julho de 2021

INTRODUÇÃO AO LIVRO DO GÊNESIS

O QUE APRENDER COM ESSE LIVRO?

Quem foram os patriarcas, o que Deus esperou deles e o que espera de nós.

POR QUE ESTUDÁ-LO?

Porque é o livro dos começos: universo, terra, homem, civilizações, povos, patriarcas e povo de Israel. O próprio termo gênesis vem do hebraico bereshit, que significa ´´começo, princípio, origem´´. Ele descreve a Criação da Terra e da vida nela, a Queda de Adão e Eva e a introdução do pecado no mundo, a origem da casa de Israel e o estabelecimento de alianças feitas por um Deus misericordioso que deseja salvar sua criação. 

QUEM ESCREVEU?

Moisés, um profeta chamado por Deus para livrar Israel da escravidão dos egípcios e guiá-los pelo deserto à terra prometida. Embora tenha escrito sobre eles, Moisés não foi testemunha ocular de muitos dos acontecimentos registrados neste livro, tendo ciência deles através de revelação (Hb 1:1,2; 2Pe 1:20,21).

QUANDO E ONDE FOI ESCRITO?

Há várias opiniões divergentes sobre quando Gênesis e os outros livros de Moisés foram escritos. Não se sabe com exatidão quando ou onde foi escrito.

RESUMO

Gênesis 1–4. Criação da Terra e todas as formas de vida. Adão e Eva partilham do fruto proibido e são expulsos do Jardim do Éden. Eles têm filhos. Caim mata Abel.

Gênesis 5–11. Devido à iniquidade da humanidade, Deus promete inundar a Terra. Noé obedece a Deus ao construir uma arca, e sua família é salva do Dilúvio. Noé e sua família multiplicam-se e enchem a Terra. O Senhor confunde o idioma das pessoas e as espalha sobre a Terra depois de construírem a Torre de Babel.

Gênesis 12–23. O Senhor promete que Abrão vai se tornar uma grande nação e que sua semente abençoará a Terra. Abrão viaja com Sarai, para Hebrom e depois para o Egito. O Senhor faz um convênio com Abrão; muda seu nome para Abraão e o de sua esposa para Sara e lhes promete um filho. Ló, o sobrinho de Abraão, é poupado na destruição de Sodoma. Sara dá à luz Isaque na velhice. Abraão prova sua fidelidade ao Senhor mostrando a disposição dele de sacrificar o filho Isaque.

Gênesis 24–26. O Senhor guia o servo de Abraão ao escolher Rebeca como esposa para Isaque. Esaú e Jacó nascem. Esaú vende sua primogenitura a Jacó. O Senhor renova o convênio abraâmico com Isaque.

Gênesis 27–36. Isaque dá a bênção da primogenitura a Jacó. Esaú odeia Jacó e planeja matá-lo. O Senhor promete a Jacó as mesmas bênçãos dadas a Abraão e a Isaque. Jacó serve a Labão e casa-se com as filhas dele, Lia e Raquel. O Senhor aparece a Jacó e muda o nome dele para Israel. Jacó retorna a Canaã e faz as pazes com Esaú. Ele então viaja para Betel, onde o Senhor aparece a ele e renova Seu convênio. Jacó tem 12 filhos e uma filha.

Gênesis 37–50. José é o preferido de Jacó. José sonha que os pais e irmãos vão honrá-lo e submeter-se a ele. Os irmãos de José o vendem como escravo e ele é levado para o Egito. A mulher de Potifar tenta José e o acusa falsamente. José é lançado na prisão. Ele interpreta os sonhos do copeiro e do padeiro do Faraó e depois os de Faraó. O Faraó faz de José um governante no Egito e José prepara o Egito para a época da fome. Quando os irmãos de José vão ao Egito, José os testa e os perdoa. Toda a família de Jacó vai para o Egito e Jacó abençoa os filhos. José profetiza e morre no Egito.


REFERÊNCIAS

A Igreja de Jesus Cristo dos santos dos últimos dias. Velho Testamento: Manual do professor do Seminário. Introdução ao Livro de Gênesis. Disponível em: https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/old-testament-seminary-teacher-manual/introduction-to-the-book-of-genesis?lang=por. Acesado em: 01/07/2021.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

POR QUE ORAR PARA QUE NOSSA FUGA NÃO SEJA NO INVERNO?

TEXTO: Mateus 24:20

´´Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado´´

Verdade prática: Jesus fez essa afirmação a fim de orientar-nos sobre a real dificuldade de fugir de uma guerra (retratando o fim dos tempos), num período onde o natural seria estar aconchegado do frio (inverno) ou descansando (sábado).

INTRODUÇÃO: A dificuldade de fugir de uma guerra iminente é muito maior quando o normal seria estar aconchegado ou descansando. Mesmo no sábado bíblico, muitos sequer saiam de suas casas, já que não era permitido trabalhar, então a maioria ficava em casa com a família, descansando. Vale ressaltar: Jesus fez essa afirmação durante o ´´Sermão Escatológico´´, isto é, do Princípio das dores. Portanto, o contexto da passagem nos obriga a considerar dois elementos primordiais, tanto do sermão, quanto da sua aplicação, são eles: o anúncio de uma ruína (Jerusalém, que seria sitiada em 70 d.C) e o fim de uma época (retratando a ruína do mundo e o fim da época que conhecemos). Neste artigo, você entenderá à luz das Escrituras, os perigos da fuga de uma guerra (fim dos tempos) durante o inverno (espiritual) e suas implicações.

I - A REALIDADE DA GUERRA E O FIM DOS TEMPOS

1. A dinâmica da guerra. Mt 24:20 está na descrição da grande tribulação de Jerusalém, remetendo a recordação das dificuldades pelas quais a cidade passou, principalmente a conquista Babilônica, 5 séculos antes de Cristo. Assim, o contexto histórico e bíblico, nos permitem interpretar o versículo à partir da dinâmica da guerra: As antigas cidades eram bem fortificadas, cercadas por muralhas e bem munidas, enquanto segura, era a garantia de vida aos cidadãos; fora dela ninguém estava protegido. Mas quando essa cidade era conquistada, os habitantes precisavam fugir na esperança de se salvarem. Assim será com os cristãos: os habitantes que quiserem salvação, deverão fugir com Cristo desse mundo, antes que ele seja tomado pelo anticristo na grande tribulação.

2. A guerra e o sábado. Era necessário caminhar muito para escapar, muito mais daquilo que era permitido em um dia de sábado para um judeu praticante. No sábado, o judeu pode percorrer somente cerca de mil metros (Atos 1:12); caminhar mais do que isso era pecado e algo que ninguém desejaria para um judeu, mesmo em tempo de guerra. Nossa fuga desse mundo em um sábado seria perigosa, visto que sucederia num dia que muitos não esperam, por ser um dia de descanso, seria um ´´fator surpresa´´ para muitos.

3. A guerra e o inverno. Como a região palestina era coberta pelo paisagismo árido, naturalmente, à noite ou no inverno todo o calor era convertido em massa de ar fria, quase congelante. O próprio solo que antes rachava de calor, passava a rachar de frio. Por isso, o inverno retrata outra situação complicada, pois costuma ser bem rígido na Palestina. Assim, abandonar a cidade, às pressas, significava não poder levar muita roupa, alimentos e utensílios necessários para o frio. 

II- PERIGOS DO INVERNO ESPIRITUAL

1.  Preguiça (Pv 20:4). Quem quer fazer alguma coisa no frio? Nele a preguiça ataca, a principal implicação do inverno espiritual. Ele barra os trabalhos, congela na presença de Deus, tira os ânimos, atrofia os músculos, paralisa ministerialmente e inclusive, impede o culto a Deus fazendo com que o indivíduo deixe de congregar (Hb 10:25). Pois, no inverno, muitos preocupam-se mais em se manter aquecidos, despreocupados com as tarefas, confortados em seus lares e supridos de alimentos estocados. 

2. Perda de apetite (Pv 19:15). Quem gosta de cozinhar no frio? Muitos preferem deixar de se alimentar do que preparar o alimento. Assim, como decorrência da preguiça em meio ao inverno, o segundo sintoma da hibernação espiritual é a falta de fome. Jesus ensina que o homem não vive apenas do pão físico (Mt 4:4), mas principalmente, do pão espiritual, que é Ele mesmo (Jo 6:48-59) e a palavra de Deus (Am 8:11,12).

Há muitos fracos e doentes, não fisicamente, mas espiritualmente, com anemia ou aterosclerose espiritual (1Co 11:30), por isso, para não morrer congelado em meio a essa frieza, é necessário bom ânimo, vitória sobre a preguiça e alimento de Deus com hinos, cânticos, louvores, oração e palavra (Jo 16:33; Ef 5:18-20).

3. Relaxo com a higiene (Is 1:16; Jo 15:3). Quem quer mexer com água no frio? Assim é no inverno espiritual. Para se apresentar a Deus no tabernáculo, os sacerdotes e qualquer  pessoa cerimonialmente imunda para ser declarada limpa, precisavam se banhar em água (Lv 16:4). Paulo nos exorta a purificar nossas impurezas através da santificação (2Co 7:1). Isaías leva o povo à reflexão de suas impurezas e maldades (Is 1:16). Somos limpos pela palavra (Jo 15:3; Ef 5:25,26), pelo sangue de Cristo (1Jo 1:7). Ele é a fonte de água que nos purifica de todo pecado (compare Ez 47:3-6 com Jo 4:13,14; 7:37,38). Deus é santo, por isso, seus servos devem manter a higiene espiritual em dia, para apresentar-se a Ele aprovados.

CONCLUSÃO: A hibernação espiritual é um agravante a qualquer cristão que aguarda a vinda do Senhor, por isso, é preciso manter o sangue aquecido através da atividade contínua, isto é, manter a atividade espiritual para não morrer congelados. Portanto, devemos orar para que nossa fuga não ocorra no inverno porquê, no inverno ou sábado, muitos serão tomados pela preguiça, anemia e sujeira espiritual, visto estarem preocupados demais com seu conforto e descanso nesse mundo.

REFERÊNCIAS

A BÍBLIA.ORG. Quando leio Mateus 24,20 não entendo: orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado. Disponível em: https://www.abiblia.org/ver.php?id=10236. Acessado em: 30/06/2021.

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